Eduardo
Pinheiro
Especialidades

Áreas de atuação

Seis frentes que se cruzam o tempo todo — no fundo, é sempre a mesma pergunta: como proteger pessoas na vida digital sem travar o uso da tecnologia.

Segurança Digital

A maior parte dos ataques não explora falha de sistema — explora descuido. Senha repetida, Wi-Fi doméstico sem proteção, aplicativo instalado sem checar as permissões que ele pede. É esse tipo de brecha, pequena e recorrente, que aparece em dezenas de artigos do acervo: como reconhecer um app espião, como configurar uma rede doméstica, quando um antivírus realmente protege e quando só dá falsa sensação de segurança.

O ponto de partida é sempre prático: o que fazer hoje, no aparelho que você já tem, sem precisar virar especialista. Backup, autenticação em duas etapas, atualização de sistema — o básico que quase ninguém faz até o dia em que faz falta.

Crianças e Adolescentes

Internet é rua — e como toda rua, tem parte segura e parte perigosa, e a criança não nasce sabendo diferenciar. É a base de mais de duas dezenas de artigos do acervo sobre controle parental, jogos online, aliciamento e os riscos específicos que aparecem em cada fase (infância, pré-adolescência, adolescência).

O recorte mais recente do acervo já cobre também os riscos da inteligência artificial para esse público — chatbots que simulam intimidade, geração de imagem sintética, deepfake usado para constranger colegas de escola. Temas que mudam rápido e exigem atualização constante, não uma cartilha única e parada no tempo.

Inteligência Artificial

IA não é boa nem má — é uma ferramenta que amplia intenção. O acervo trata dos dois lados: as aplicações que já mudam rotina de trabalho e estudo, e os riscos que crescem junto (deepfake, clonagem de voz, decisão automatizada sem explicação, impacto direto na proteção de dados pessoais).

A discussão de 2026 já não é 'usar ou não usar' — é usar com que critério, com que transparência e com que limite, principalmente quando quem está do outro lado da tela é uma criança ou um adolescente.

LGPD

A LGPD não é só uma lei para empresa se preocupar — é um direito da pessoa física que a maioria ainda não sabe que tem. O acervo reúne artigos sobre o que fazer quando seus dados vazam, como identificar uso indevido e o que muda, na prática, quando uma empresa ou órgão público descumpre a lei.

Essa também é a área de atuação profissional mais recente: a experiência como Encarregado de Proteção de Dados do Governo do Espírito Santo — nomeado em 2021 no lançamento do Programa Estadual de Proteção de Dados — deu lastro prático a esse recorte do acervo, entre a teoria da lei e a implementação real dentro de um governo.

Crimes Cibernéticos

É o tema com mais volume no acervo: golpe do PIX, clonagem de WhatsApp, sequestro relâmpago digital, fraude de Black Friday, golpe do falso parente. Cada artigo desmonta o mecanismo do golpe — não fica só no alerta genérico de 'desconfie de mensagem suspeita'.

A origem desse olhar vem de dentro da própria repressão ao crime: passagem pelo núcleo de repressão a crimes eletrônicos da Polícia Civil do Espírito Santo, embrião da atual delegacia especializada. Entender como o criminoso pensa é o que torna a orientação para a vítima (ou para quem quase virou uma) mais precisa.

Cidadania Digital

Cidadania digital é o que sobra depois que a técnica e a lei já foram explicadas: como se comportar em rede social sem virar réu nem vítima, como educar uma escola inteira sobre o assunto, como cobrar poder público por soberania digital — quem guarda o dado dos brasileiros, e com que responsabilidade.

É a área mais ligada à atuação como professor e palestrante: cursos de inteligência artificial para servidores públicos, formação de escolas e comunidades sobre o tema, participação como colunista e comentarista de tecnologia. Educação continuada, não palestra única.